Indústria 4.0 - A Transformação Digital da Indústria


As principais empresas industriais vivem uma profunda transformação digital. Estão a digitalizar algumas das suas funções internas essenciais, na cadeia de valor vertical, bem como externas, com os seus parceiros da cadeia de valor horizontal e já estão a melhorar os seus portfólios de produtos com funcionalidades digitais e serviços inovadores de bases de dados.

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No final deste processo de transformação, as empresas industriais de sucesso tornar-se-ão verdadeiras empresas digitais, com os seus produtos físicos melhorados por interfaces digitais e serviços inovadores com base em dados e informação. Estas empresas digitais irão trabalhar mais próximas dos seus clientes e fornecedores em verdadeiros ecossistemas industriais digitais.



Atualmente vive-se uma transformação digital na indústria, que está sendo referenciada como uma nova revolução e conhecida como a quarta revolução industrial. Essa nova revolução foi precedida por três anteriores, sendo que a primeira foi baseada no carvão como fonte de energia, impulsionando, assim, as máquinas a vapor e transformando o trabalho artesanal em automatizado; posteriormente, houve a segunda revolução industrial, baseada em conceitos de eletricidade para atingir a produção em massa; já a terceira revolução industrial baseou-se em sistemas eletrônicos e computacionais, tendo como o seu maior expoente os sistemas Supervisory Control and Data Aquisition (SCADA), que foram utilizados para aprimoramento e eficiência da linha de produção.

Hoje, vive-se no limiar da quarta revolução industrial, que se apoia fortemente nas tecnologias habilitadoras, tais como: Internet of Things (IoT), Machine Learning, Big Data Analytics, Cyber-Physical Systems (CPS), Machine-to-Machine (M2M) e Cloud Computing. Essas tecnologias, trabalhando cooperativamente, são utilizadas para promover a transformação digital descrita nas visões ao redor do mundo, entre as quais se destacam: Industry 4.0, Industrial Internet Consortium e Manufatura Avançada.

O potencial mundial dessas tecnologias cresce de forma acelerada principalmente nos segmentos de e-commerces e de empresas que oferecem experiências e entretenimento, como os serviços de streaming de vídeos, filmes e músicas. Estas mesmas tecnologias avançam agora fortemente na indústria no movimento conhecido como Internet Industrial, com avanços importantes observados na Europa, América do Norte e Ásia.

Quando levamos essa realidade para as manufaturas brasileiras, temos uma defasagem visível, o que impacta consideravelmente a competitividade da indústria diante de países como Alemanha, Estados Unidos e China. Seria necessário instalar cerca de 165 mil robôs industriais para que o Brasil se aproximasse da densidade robótica atual da Alemanha. No ritmo atual – de cerca de 1.500 robôs instalados por ano no País – levará mais de 100 anos para atingir essa performance.

A aplicação do conceito de Internet das Coisas (IoT) nas fábricas, conectando robôs e automatizando processos, recebeu o nome de Internet Industrial. Essa transformação implica na adoção de um conjunto de tecnologias de TI e de automação industrial na formação de um sistema de produção com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas. Este processo gera ambientes de manufatura altamente flexíveis para atender a demanda crescente por produtos cada vez mais customizados.

A boa notícia é que a indústria brasileira não precisará passar por todo o processo de modernização fabril ocorrido nos países desenvolvidos nas últimas décadas, para só então aderir a essas tecnologias. Deve-se queimar etapas, sem ignorar a evolução, preservando a indústria presente e preparando-a para um cenário no qual as tecnologias da informação e de automação gerarão vantagens competitivas para as nações com setor de manufatura relevante.

A Internet Industrial, que reúne máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas – e a Indústria 4.0 -, criam enormes oportunidades para setores industriais diversos, tais como manufatura, transporte, energia e saúde. Boa parte dessas tecnologias disruptivas ainda requer mais avanços, customização e a criação de soluções abrangentes que funcionem e gerem os benefícios esperados, tais como Big Data, Analytics, Nuvem, Segurança e Automação de conhecimento na área de software e em Robótica Avançada, Manufatura Aditiva, Novos Materiais, Energias Sustentáveis e simulação no campo da engenharia.


Para empreendedores que já atuam nos segmentos diretamente impactados por essa revolução, a solução é investir tempo na formulação de um plano consistente para avaliar e aplicar as novas tecnologias em suas operações, reunir a equipe interna com especialistas do mercado e analisar a viabilidade e o impacto de cada delas. Na transição, uma dica é pilotar cada ideia, medir os resultados e expandir para toda a operação.



Definir a estratégia para a Indústria 4.0
A estratégia irá definir todos os passos a seguir para que a empresa se torne digital. É necessário: a) avaliar a atual maturidade digital e definir objetivos claros para os próximos cinco anos; b) dar prioridade a medidas que irão trazer maiores benefícios à empresa; c) liderança da empresa alinhada e disposta a suportar e defender a abordagem a seguir.



Desenvolver projetos-piloto
Utilizar projetos-piloto para apresentar os conceitos e demonstrar o valor acrescentado que estes podem trazer à empresa. Depois de reunidos exemplos de sucesso será mais fácil ganhar a aprovação da gestão da empresa e assegurar investimentos de maior dimensão. Criar parcerias com startups e empresas digitais líderes é uma boa estratégia para acelerar o processo de inovação digital.




Definir as competências essenciais necessárias
As abordagens de maior sucesso passam pela análise das capacidades necessárias para executar novos modelos de negócio digitais. Para implementar uma nova competência é necessário considerar quatro dimensões estratégicas: organização, pessoas, processos e tecnologia. É necessário desenvolver estratégias de implementação de novas tecnologias, que também estimulem pessoas e que possam ser benéficas à operacionalização da empresa.


Desenvolver as capacidades de análise de dados
Identificar e reunir a melhor informação, partilhá-la para os devidos propósitos e analisá-la de forma eficaz será crítico para uma tomada de decisão mais esclarecida. É crucial utilizar os dados para melhorar os produtos e os processos, desenvolvendo ligações diretas entre o processo de decisão e o desenvolvimento de sistemas inteligentes.



Transformar-se numa empresa digital
A decisão de executar uma transformação digital na empresa deve ser levada em consideração, com liderança, compromisso e visão por parte da gestão. Para que se possa adotar uma cultura digital, todos os colaboradores deverão estar alinhados com esse objetivo, na forma como pensam e agem, experimentando as novas tecnologias e aprendendo novas formas de executar.


Planejar ativamente uma abordagem ao ecossistema digital
É fundamental o desenvolvimento de produtos e serviços de forma a dar resposta à procura do consumidor. Os verdadeiros avanços na performance ocorrem quando se procura ativamente entender os comportamentos dos consumidores, permitindo-lhe definir qual o papel da sua empresa num futuro ecossistema de parceiros, fornecedores e consumidores.

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